Seminário – Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens.

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O CNAPEF marcou hoje presença no Seminário Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Educação.

Pode ler-se no programa desta seminário que “a avaliação interna das aprendizagens assume alguma centralidade no sistema educativo português por ter um peso significativo relativamente à avaliação externa e, antes do mais, por implicar um trabalho continuado, centrado nas aulas, nos alunos e nos professores, desenvolvido ao longo de ciclos de escolaridade, ao qual se reconhece um papel fundamental. Mas é também aqui que residem alguns dos maiores desafios nesta área.”

Foi a partir deste enquadramento que foram apresentadas conclusões de estudos nacionais e internacionais, reflexões pessoais e testemunhos sobre as práticas de avaliação na sala de aula, o papel dos órgãos de gestão da escola na definição das orientações para avaliação interna dos alunos, as diferentes concepções em torno dos vários tipos de avaliação integrados na legislação educativa, entre outros. Foi ainda dado destaque ao feedback com uma ferramenta essencial para a aprendizagem, através do exemplo do treino desportivo apresentado pelo nosso colega António Vasconcelos Raposo.

A destacar a apresentação do estudo internacional – Sinergias para uma Melhor Aprendizagem: Uma Perspectiva Internacional sobre Avaliação, da OCDE, na pessoa de Paulo Santiago, membro da Direção de Educação. Este trabalho, que comparou resultados de 28 países, apresenta um conjunto interessante desafios e orientações.

Gostaríamos de destacar 4:

  1. Alinhar a Avaliação com os Objectivos de Ensino e Metas de Aprendizagem dos Alunos.
  2. Colocar o aluno no centro do quadro de Avaliação, monitorizando resultados amplos da aprendizagem entre os quais as competências sociais, o pensamento crítico e o empenho em prol da aprendizagem e do bem estar geral.
  3. Desenvolver competências a todos os níveis, nomeadamente dos agentes que lidam directamente com avaliação – professores e direcções de escola.
  4. Conceber com êxito e construir consensos, garantindo dados relevantes na concepção dos quadros de avaliação e procurando construir uma cultura de aceitação de mudança de paradigma em torno da avaliação.

Face à realidade das práticas de avaliação das escolas, e das mais recentes orientações políticas relativas à educação, podermos dizer com certeza que existe muito trabalho a fazer. Resta saber se quem lidera, nomeadamente os responsáveis por este Ministério da Educação e Ciência, têm vontade para o fazer.

Documentos relacionados com o Seminário:

 

 

 

 

 

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